identidade nacional brasileira como um processo aberto.
a antropofagia
principal arma criativa.
é a consciência de um não-condicionamento às estruturas estabelecidas
ruptura de limites, na exigência de participação corporal direta.
a cidade funcionando como espaço de interferência do diverso.
Claro.
sublinhando disparidades, descompassos, trabalhando com uma multiplicidade descontínua de dicções.
estruturas abertas ao comportamento.
o momento, o agora é a única realidade tangível que ainda comunica algo.
um fluxo contínuo de imagens e sensações desconexas.
afirmação individual, na liberação do corpo.
Desnormativizantes
sendo, portanto, práticas reflexivas.
quando os comportamentos libertam as possibilidades reprimidas.
O Terceiro Mundo vai explodir. Quem tiver de sapato não sobra!
o filme se performando na sua frente e correndo todos os riscos.
sem forma revolucionária não há arte revolucionária.
Vai, bicho, desafinar o coro dos contentes.
jogar produções individuais em contato com o público das ruas.
escolas de samba, ranchos, frevos, festas de toda ordem, futebol, feiras.
criar novas condições experimentais, em que o artista assume o papel de "proposicionista", ou "empresário", ou mesmo "educador".
viceralmente contra tudo, que seria em suma o conformismo cultural, político, ético, social.
DA ADVERSIDADE VIVEMOS!
Abaixo os jantares e coquetéis. Viva o piquenique!
A praça é do povo. Derrubar as prateleira e as estátuas: sim.
construções espontâneas, anônimas
das coisas inacabadas, dos terrenos baldios etc.
Miscigenação.
ritual sonoro, palavras, barulhos e glossolalias.
necessidade de grupos, a que denomino "comunidades germinativas".
A quebra dos condicionamentos e a tentativa de "não formular"conceitos rígidos, direções ou programas, visa às transformações contínuas no processo sob o perigo de criar um novo condicionamento.
não "soluções" mas "invenções criativas".
Quando um personagem não pode fazer nada, ele avacalha.
Larga-me, deixa-me gritar!
Baudelaire já fazia no século passado: andava com os cabelos pintados de verde e uma tartaruga colorida atada por uma fitinha cor de rosa.
digere tudo que não a fira economicamente.
o museu e o nazifascismo comem no mesmo prato.

